Quinta da Penha Verde
Esta é uma das quintas mais conhecidas que ficam no sopé da Serra de Sintra. Foi fundada no século XVI por D. João Castro, o 4.º Vice-Rei da Índia, num terreno que lhe foi doado por D. Manuel I. Mas ao longo dos anos teve diversos melhoramentos e chega a ser arrendada e, mais tarde, vendida a dois dos donos da Quinta de Monserrate.
Informações relacionadas:

Sabias que...

... Eça de Queirós refere esta quinta num dos seus livros?

É verdade! A Quinta da Penha Verde é referenciada pelo escritor Eça de Queirós em “O Primo Basílio”, 1878: “ (…) as sestas quentes, nas sombras da Penha Verde, ouvindo o rumor fresco e gotejante das águas que vão de pedra em pedra (…) ”.
q_0000006-sq
Esta quinta é particular e não pode ser visitada. Mas a caminho de Monserrate, na velha estrada para Colares podemos observá-la, perto de Seteais. Vê onde, aqui:

Mapa de localização


Ver Quinta da Penha Verde num mapa maior
q_0000006
Para os meus pais e professores
lerem comigo
Texto elaborado pelo Arquivo da Câmara Municipal de Sintra:

Parte 1

Mandada construir por Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido por Marquês de Pombal, esta estrada teve uma enorme importância nas ligações entre Sintra e Colares.

Serpenteando pela serra de Sintra, tem três designações toponímicas, o que a torna uma curiosidade. No início tem a designação de “Rua Barbosa du Bocage”, seguidamente designa-se por “estrada nova da rainha”, mas foi e é conhecida por ”estrada velha de Colares”. Já escrevia José Alfredo da Costa Azevedo que “a estrada velha de colares é uma das mais lindas da nossa querida Sintra”.

Muitos artistas admiraram a beleza desta estrada e a aproximação do portão da quinta da Penha Verde, expressando-o na sua pintura ou traçado.

Imponentes quintas e edifícios de importância histórica e arquitetónica embelezam ainda mais todo o caminho. A estrada que vai para Colares passa pela Quinta da Regaleira, Quinta do Relógio, Palácio de Seteais, e de seguida encontra-se a Quinta da Penha Verde.

Parte 2

Outrora designada Tapada da Quinta da Penha Verde, a que pertencia, e à qual se liga, como se observa no desenho de Júlio Santos, por um arco muito elegante, que passa sobre a estrada, encimado por uma cruz de pedra imitando troncos que se enroscam.

A Quinta da Penha Verde é referenciada por Eça de Queirós em “O Primo Basílio”, 1878, que localizava, “ (…) as sestas quentes, nas sombras da Penha Verde, ouvindo o rumor fresco e gotejante das águas que vão de pedra em pedra (…) ”.

A quinta é isolada por um muro alto e, em certas secções, coroado por esferas sobre plintos e merlões. O muro da propriedade é rasgado por portal de cantaria, de verga reta encimada por frontão triangular integrando uma pedra de armas dos Castros.

Parte 3

Foi fundada por D. João de Castro, 4º Vice-Rei da India, em terreno que lhe foi dado por D. Manuel I, e mais tarde acrescentada por mais um pedaço que lhe deu D. João III, o Alto de Santa Catarina.

Em 1638/1651, D. Francisco de Castro, Inquisidor Geral (1575-1652) realiza grandes melhoramentos na propriedade e sabe-se que 1681, a quinta pertencia a D. Mariana de Noronha e Castro.

Mais tarde em 1869, a quinta é hipotecada, para em 1873 ser arrendada a Sir Francis Cook, 1º visconde de Monserrate.

Após a queda da Monarquia em 1910, muitas das quintas e palácios de Sintra são vendidos e em 1913, D. Álvaro de Saldanha e Castro vende a propriedade ao 2º visconde de Monserrate, Frederico Lucas Cook, para em 1940 Francis Ferdinand Maurice Cook, a vender novamente.

Em 1993/1994 a quinta da Penha Verde foi alvo de obras de recuperação integral.

 
Se encontrares algum erro nesta página ou se tiveres mais alguma informação, contacta-nos.
Também podes contribuir com a tua criatividade: envia-nos os teus textos e/ou ilustrações! Vê como aqui.