Quinta da Regaleira
A Quinta da Regaleira, com o seu palácio e muitos lugares de encanto e mistério é um dos espaços mais procurados pelos turistas. É obra do talento de Luigi Manini! Este arquitecto italiano é o responsável pelo projecto do palácio e dos jardins, contratado pelo proprietário da quinta, António Monteiro, no início do século XX.
Outras informações importantes:

Sabias que...

… chamavam Monteiro dos Milhões ao proprietário que mandou contruir o palácio?

O seu nome verdadeiro era António Augusto Carvalho Monteiro, mas o povo de Sintra conhecia-o por Monteiro dos Milhões. Chamavam-no assim por causa da sua fortuna…!
Sabias que

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Morada e contactos

Tutela:
Fundação CulturSintra

Morada:

Rua Barbosa du Bocage
2710 - 567 Sintra
(situada a 700 metros do centro histórico)

Telefone: 21 910 66 50

Fax: 21 924 47 25

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript ativado para o visualizar

Sítio na Web: www.cultursintra.pt 

Horário / Preços

Horário:

Aberto de 2a feira a domingo:

Fev - Março e Outubro: 10.00h - 18.30h
Admissão de visitantes até às 18.00h

Abril - Setembro: 10.00h - 20.00h
Admissão de visitantes até às 19.00h

Novembro - Janeiro: 10.00h - 17.30h
Admissão de visitantes até às 17.00h

Preço:
€ 6,00

Visitas guiadas (com marcação prévia):
€ 10,00

Quinta da Regaleira
Para os meus pais e professores
lerem comigo
Publicam-se três textos sobre a Quinta e Palácio da Regaleira: "Memória histórica" (retirado da publicação "Sintra - Património da Humanidade", 1996), "Palácio e Quinta da Regaleira"  (in sítio web da Câmara Municipal de Sintra) e um texto introdutório do próprio sítio na Web da Fundação CulturSintra.

Memória

Memória histórica


A documentação histórica relativa à Quinta da Regaleira é escassa para os tempos anteriores à sua compra por Carvalho Monteiro. Sabe-se todavia que, em 1697, José Leite adquiriu uma vasta propriedade no termo da vila de Sintra que corresponderia, aproximadamente, ao terreno que hoje integra a dita Quinta - a esta data parecem remontar, pois, as origens da quinta em questão.

Francisco Alberto Guimarães de Castro comprou a propriedade - conhecida como Quinta da Torre ou do Castro - em 1715, em hasta pública e, após as licenças necessárias, canalizou a água da serra a fim de alimentar uma fonte ai existente.

Em 1800, a quinta é cedida a João António Lopes Fernandes estando logo, em 1830, na posse de Manual Bernardo, data em que tomou a designação que actualmente possui. Em 1840, a Quinta da Regaleira foi adquirida pela filha de uma grande negociante do Porto, Allen, que mais tarde foi agraciada com o título de Baronesa da Regaleira. Data provavelmente deste período a construção de uma casa de campo que é visível em algumas representações iconográficas de finais do século XIX.

A história da Regaleira actual principia, todavia, em 1892, ano em que os barões da Regaleira vendem a propriedade ao Dr. António Augusto Carvalho Monteiro por 25 contos de réis (Anacleto, 1994: 241).

O célebre “Monteiro dos Milhões” nasceu no Rio de Janeiro em 1848, filho de pais portugueses, que cedo o trouxeram para Portugal. Licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra, Monteiro foi um distinto coleccionador e bibliófilo, detentor de uma das mais raras camonianas portuguesas, homem de cultura que decerto influenciou, se não determinou mesmo, parte bastante razoável do misterioso programa iconográfico do palácio que construiu para si, nas faldas da serra de Sintra

In "Sintra Património da Humanidade", p. 185.

Texto 1


Palácio e Quinta da Regaleira


Situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificado Património Mundial pela UNESCO, a Quinta da Regaleira é um lugar com espírito próprio. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).

A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.

A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.

A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.

Texto 2

A Quinta da Regaleira constitui um dos mais surpreendentes monumentos da Serra de Sintra. Situada no termo do centro histórico da Vila, foi construída entre 1904 e 1910, no derradeiro período da monarquia.

Os domínios românticos outrora pertencentes à Viscondessa da Regaleira, foram adquiridos e ampliados pelo Dr. António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920) para fundar o seu lugar de eleição. Detentor de uma fortuna prodigiosa, que lhe valeu a alcunha de Monteiro dos Milhões, associou ao seu singular projecto de arquitectura e paisagem o génio criativo do arquitecto e cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936) bem como a mestria dos escultores, canteiros e entalhadores que com este haviam trabalhado no Palace Hotel do Buçaco.

 
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