Museu Ferreira de Castro
Este museu de Sintra é dedicado a um dos maiores escritores portugueses de sempre. Neste espaço, situado num edifício chamado Casal de Sto. António, podes encontrar os livros da autoria de Ferreira de Castro, as ilustrações, um filme sobre o escritor, o escritório e muito mais!
Outras informações importantes:

Sabias que...

... podes visitar este museu com o Zeca?

É verdade! Há um jogo chamado “As Aventuras do Zeca”, onde se faz a descoberta da exposição do museu.
Sabias que

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Morada e contactos


Logótipo do Museu

Morada:
Casal de Sto. António
Rua Consiglieri Pedroso n.º 34
2710-550 SINTRA

Telefone e Fax:
21 923 88 28 

E-mail:
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Horário


De Terça-Feira a Sexta-Feira das 10H00 às às 18H00
Sábados, Domingos e Feriados das 12H00 às 18H00

Encerra à Segunda-Feira

A entrada é gratuita.


Museu Ferreira de Castro
Para os meus pais e professores
lerem comigo

Historial e Colecções:

Parte 1

O Museu Ferreira de Castro situa-se em plena Vila Velha de Sintra, no Casal de Santo António. Contém o espólio particular, literário e artístico do grande romancista português Ferreira de Castro (1898-1974), doado pelo próprio ao Povo de Sintra, um ano antes de falecer.

Parte 2

Tendo Ferreira de Castro manifestado o desejo de que os seus restos mortais permanecessem em Sintra – como veio a suceder –, aceitou de bom grado a sugestão de «dois notáveis escritores, sintrense um, outro lisboeta, a quem a biblioteca da vila por nós amada prestava bons serviços para as suas pesquisas culturais», no sentido de que essa doação se fizesse. Trata-se de Francisco Costa, então director da Biblioteca Municipal, e Alexandre Cabral, que tinha na Camiliana de Sintra um apreciável acervo bibliográfico e documental para o desenvolvimento da sua investigação. O primeiro mentor desta ideia terá sido, contudo, o então presidente da Câmara, António José Pereira Forjaz, que em carta de 10 de Abril de 1973, dirigida ao romancista, manifestava alvoroçadamente o seu júbilo, depois de verificada a conformidade da doação com as disposições legais. Seguidamente, Francisco Costa elaborou um parecer em que acentua a importância do espólio, sendo o texto da doação lido em voz alta por Pereira Forjaz na reunião de Câmara de 18 de Abril desse ano. Nesse mesmo dia, Forjaz daria ao autor de A Selva a notícia da aprovação por aclamação da «generosa, tão importante e valiosa doação.» Em consequência do trabalho da Comissão Instaladora, integrada entre outros, por Elena Muriel Ferreira de Castro, Alexandre Cabral, Álvaro Salema, Francisco Costa e José Alfredo da Costa Azevedo, o Museu abriu as suas portas em 6 de Junho de 1982. Encerrado para obras três anos mais tarde, reabriria em 22 de Julho de 1992, após remodelação dos conteúdos expositivos e de elaboração de um novo guia para o visitante.
Por ordem cronológica, é tratado o percurso vivencial do escritor, podendo ser apreciadas edições raras, manuscritos, objectos pessoais e ilustrações originais para as suas obras, entre outros objectos.

Parte 3

O Gabinete de Trabalho do escritor foi reconstituído de acordo com o que existia na sua casa de Lisboa. Para além dos objectos pessoais e de escrita, saliente-se os retratos da autoria de Eduardo Malta, Roberto Nobre e Stuart Carvalhais. O Museu exibe ainda telas e desenhos de Bernardo Marques, Cândido Portinari, Elena Muriel, Jorge Barradas e Júlio Pomar e escultura de António Duarte, Anjos Teixeira e Júlio de Sousa.

O espólio documental de Ferreira de Castro é constituído por mais de 20 mil documentos de epistolografia, periódicos, manuscritos, fotografias, estando acessível a investigadores.

Ferreira de Castro foi um dos escritores portugueses mais traduzidos. A Selva, o seu mais conhecido romance, foi publicado em todas as latitudes, havendo que juntar-se-lhe outras magníficas obras como Emigrantes, Eternidade, Terra Fria (Prémio Ricardo Malheiros), A Lã e a Neve, A Curva da Estrada, A Missão ou O Instinto Supremo, entre outras, além da literatura de viagens: Pequenos Mundos e Velhas Civilizações e A Volta ao Mundo, realizada em 1939. Foi por duas vezes proposto para Prémio Nobel de Literatura, por instâncias internacionais. As Maravilhas Artísticas do Mundo, uma longa viagem pela História da Arte publicada entre 1959 e 1963, foi premiada pela Academia de Belas Artes de Paris. Também em França, obteve, em 1970, o primeiro Prémio Águia de Oiro, do Festival Internacional do Livro de Nice, atribuído por um júri internacional de escritores, presidido por Isaac Bashevis Singer. No ano seguinte, receberia, com Jorge Amado e Eugenio Montale, o Prémio da Latinidade.

Nascido numa aldeia do concelho de Oliveira de Azeméis, escreveu grande parte da sua obra em Sintra, onde está sepultado, na Serra, numa vereda que conduz ao Castelo dos Mouros.

 
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