Luigi Manini
Luigi Manini é o arquiteto da Quinta da Regaleira. Foi convidado pelo proprietário da quinta, António Augusto Carvalho Monteiro (conhecido por "Monteiro dos Milhões"). Manini, que também é cenógrafo (ele tinha vindo para Portugal para trabalhar no Teatro de S. Carlos), fará da Quinta um autêntico palco de teatro, cheio de mistérios e encantos.
Outras informações importantes:

Poço iniciático

(Poço iniciático)
Luigi Manini
Para os meus pais e professores
lerem comigo

Texto retirado do sítio na Web "História de Portugal", AQUI.

Biografia

Parte 1


Luigi Manini
, Conde de Fagagna é um arquiteto italiano nascido na região de Lombardia, na cidade de Cremona no dia 8 de março de 1848.

Além da arquitetura exerceu como pintor e cenógrafo.

Chegou a Portugal em 1879 onde se radicou na cidade de Lisboa até 1913 quando retornou á Itália.  Faleceu em Bréscia em 1936.

Parte 2

 
Formação de Luigi Manini na Itália

Na região de Lombardia, estudou sob os preceitos do Maestro Polgati.  Posteriormente já em Milão e Bréscia trabalhou sob a direção do Maestro Cassina até o ano de 1861, passando a frequentar também a Academia de Belas-Artes de Brera.

Junto com o cenógrafo Carlo Ferrario trabalhou no Teatro La Scala de Milão em 1874.

Foram seus trabalhos em cenografia os que o levoram até Portugal para trabalhar no Teatro de São Carlos no ano de 1879.

 

Atividades de Luigi Manini em Portugal

A Ópera de São Carlos foi reaberta em 1834 com o fim das Guerras Liberais, desempenhando-se como cenógrafo principal o italiano Giuseppe Cinatti até sua morte.  Foi então escolhido Manini como seu sucessor atingindo rápidamente o reconhecimento e os elógios por seu trabalho inovador, onde seus telões influiram fortemente no desenvolvimento do teatro lírico.

Parte 3

 
Luigi Manini

As atividades de cenografia de Manini também foram importantes em outros teatros portugueses como no Teatro Dona Maria II, inaugurado em 1846 por Almeida Garret.  Com a inauguração do Teatro São Luiz em 1894, Manini foi o encarregado de elaborar a decoração da sala de estilo manuelino.  No ano seguinte se dedicou à decoração do Museu Militar.

 

Luigi Manini e o Palácio do Buçaco

Em 1888 convidado pelo político e jornalista português Emídio Navarro projetou e construiu o Palácio do Buçaco, edificação destinada para as atividades de caça da família real, localizado na serra do mesmo nome.

Embora o estilo manuelino estivesse em decadência, o arquiteto edificou o Palácio nessa corrente estética, mas associada com influências românticas.

Na decoração do palacete participaram outros artistas destacados como o escultor J. Machado e os pintores Norte Júnior e o veneziano Nicola Bigaglia.

 

Outras Colaborações de Luigi Manini

O trabalho de Luigi Manini em Portugal revela sua profunda tendência para as ideias de caráter nacionalista sendo concretizadas não somente nos trabalhos anteriores, mas também na colaboração no Palácio de Foz, onde pinta o trecho da escadaria e, sobretudo, na decoração realizada no Pavilhão Português com motivo da Exposição Universal de 1900 em Paris.

Neste trabalho elaborou um telão alegórico aos descobrimentos portugueses com cenas das viagens de Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães.

Outros trabalhos artísticos que Manini concebeu são o Palácio que na atualidade é conhecido como o Museu Conde de Castro Guimarães, em Cascais e o projeto da casa do jardineiro da Quinta Biester, hoje designada como a Vila Relógio em Sintra.  Igualmente colaborou com a decoração e os cenários do Teatro do Funchal e o Teatro Garcia de Resende, em Évora e, em Viana do Castelo, no Teatro Sá de Miranda.

 

Parte 4

 
Luigi Manini e a Quinta da Regaleira

Nos fins do século XIX a linha nacionalista da que o estilo manuelista era a mais importante manifestação, o obra de Luigi Manini teve seu ponto maior no marco das comemorações das descobertas portuguesas, com a celebração das viagens camonianas à Índia em 1898 e logo com a construção da Quinta da Regaleira na cidade de Sintra sob encomenda por parte do milionário Antonio Augusto Carvalho Monteiro, conhecido na época como Monteiro Milhões.

 

Quinta da Regaleira

Inicialmente conhecida como Quinta da Torre ou do Crasto, foi finalmente conhecida como Quinta da Regaleira, pela Baronesa do mesmo nome que realizou numerosas obras de conservação, melhhorias e restauração.  No século XX passou a ser propriedade do milionário Monteiro apaixonado pela estética neomanuelina.

A obra foi concluída antes de 1910 sendo usada pouco pelo seu proprietário, que faleceu pouco tempo depois.  Em 1946 a construção foi restaurada por mandato do seu novo dono Waldemar D’Orey.  Posteriormente o município de Sintra adquiriu a propriedade em 1997 a abrindo-a ao público.

Logo de seu retorno a Itália continuou desempenhando labores de decoração de igrejas e vilas de sua região natal.

 

 




 
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