José Alfredo
Este é um "Homem bom" de Sintra. Assim se referem a José de Alfredo da Costa Azevedo, seu nome completo, historiadores como Cardim Ribeiro ou Vitor Serrão. Os chamados "homens bons", são pessoas que amam e defendem a sua terra, os seus costumes e as suas gentes. José Alfredo assim fez: investigou, escreveu, desenhou, pintou e lutou pela defesa do património de Sintra!
Outras informações importantes:

Sabias que...

... José Alfredo foi o primeiro presidente de Câmara depois do 25 de Abril de 1974?

É verdade. Foi um dos sintrenses que ajudou à transição da ditadura para os tempos democráticos.
sabias-que
José Alfredo
Para os meus pais e professores
lerem comigo
Texto citado do sítio na Web da Associação Alagamares (em 2006):

Parte 1


Quem foi José Alfredo da Costa Azevedo

 

José Alfredo da Costa Azevedo nasceu em Sintra,no primeiro andar do edifício da actual pastelaria Piriquita ,em 8 de Dezembro de 1907.Cedo foi atraído pelo desenho,influenciado por Mestre Alonso,Leal da Câmara e Norte Júnior,produzindo profícuamente em óleo,aguarela e carvão.Tendo empreendido uma carreira de funcionário judicial,em Sintra e Lisboa,em 1948 apoiou em Sintra a candidatura de Norton de Matos á Presidência da República,tendo mantido tertúlias literárias com figuras intelectuais do seu tempo,como Ferreira de Castro,que veraneava no Hotel Netto,e outros opositores ao regime.

Foi no início dos anos 30 que começou a sua colaboração no Jornal de Sintra,com artigos de índole cultural e também de intervenção cívica,assinando muitas vezes como Zé da Vila,transformando-se ao longo dos anos num cultor de ensaios historiográficos-epistolares e da monografia geocircunscrita.

Parte 2

Após o 25 de Abril de 1974 foi aclamado como presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Sintra,nunca tendo recebido um tostão,destinando o vencimento para a Santa Casa da Misericórdia de Sintra e para os Bombeiros Voluntários de Sintra alternadamente,e dispensando o uso de carro com motorista,fazendo a pé o percurso de sua casa até á Câmara.Demitiu-se em 1976,desiludido com a política.
Nesse lugar, pugnou pela colocação da estátua de D.Fernando II,abandonada num armazém,no local onde hoje se encontra no Ramalhão e pela defesa do património de Sintra,em período conturbado da vida portuguesa.

Afastado da política activa,dedica-se então ao seu sacerdócio de jornalismo histórico-cultural,hoje compilado na série de volumes Velharias de Sintra,já dos anos 80.
Foi igualmente maçon,a partir de 1929,na Loja Luz do Sol,nº246 do registo do Grande Oriente Lusitano Unido,que funcionou no nº38 da R.Alfredo Costa,em Sintra,destacada na luta pela alfabetização segundo o método da Cartilha Maternal de João de Deus.José Alfredo foi iniciado maçon no primeiro grau de Aprendiz em 6 de Junho de 1930 em Lisboa,na Loja Candido dos Reis,do Rito Escocês Antigo e Aceite,com o nome simbólico de "António Oliveira" e matriculado no regime geral de membros daquela Potência sob o nº 22,sendo subsequentemente Companheiro e Mestre.Seguidamente foi iniciado no 9ºgrau de Mestre Eleito dos Nove em 14 de Janeiro de 1932,na Loja Tomé de Barros Queiróz,de Lisboa,do mesmo rito,no 14º grau de Mestre Perfeito Sublime e no 30º de Cavaleiro Kadosh.

Parte 3

 
Morreu aos 83 anos a 3 de Dezembro de 1991,e em sinal das suas afinidades maçónicas foi descerrada por Raul Rego,então Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano,uma lápide na fachada da casa onde nasceu.Nessa data,o filho de Sintra voltou á terra sagrada que o viu nascer e por quem por obras valerosas definitivamente da Morte se libertou.

Era um imperativo da Alagamares pegar na bandeira de Zé Alfredo e continuar a pugnar por esta Sintra plena de símbolos,cheiros e memórias.Graças á sua escrita militante e apaixonada pela sua terra ficou-nos um legado da Sintra do Povo,simples e também burguesa,dos Homens e dos seus sonhos,no dealbar dum século onde a emergência dos Estoris levou os dandies do sec XIX,mas deixou toda a galeria de figuras de Zé Alfredo-o ti João das Barbas,o dr Virgílio Horta,Francisco Costa,Félix Alves Pereira,e outros que não fora ele passariam despercebidos na construção desta Vila fascinante.

Obrigado,José Alfredo!


 

 
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