Jornal de Sintra
Este jornal é o mais antigo do concelho e publica-se desde 1934! Foi fundado por António Medina Júnior, que foi seu diretor durante décadas.
Informações relacionadas:

Sabias que...

... também encontras informação sobre o fundador do Jornal de Sintra na Sintraclopédia?

É verdade. Podes ver AQUI.
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José da Fonseca
Para os meus pais e professores
lerem comigo

Texto que integrou a exposição sobre os 75 anos do jornal, em 2011, na Vila Alda.


Jornal de Sintra

Parte 1

Sintra, desde muito cedo, possuiu lugar cimeiro e de destaque ao nível da implantação da imprensa periódica regional no nosso país.

Com raízes profundas no associativismo, que conheceu picos altos de adesão por todo o nosso século XIX e princípios do XX, e com a evolução constante – crescimento – do Concelho, desde logo se justificou a existência e se incrementou a criação de jornais em Sintra, pelo que, uns mais efémeros do que outros, todos tiveram o seu lugar e todos cumpriram o seu papel, sempre em crescendo, isto é, todos empreenderam a verdadeira missão de formar e informar, embora alguns deles mais tendenciosamente do que outros.

Parte 2

Apesar disso, de todos os jornais regionais que Sintra teve, ou tem hoje, o Jornal de Sintra foi o único que se manteve assíduo ao longo do tempo, levando já uns invejáveis 75 anos de vida, caso raro num país como o nosso, que teima em quedar-se atado a atavismos de múltipla ordem.

Com altos e baixos, com dias de glória e com dias de dificuldade, com crises e com bonomias, todas as semanas surgiu nas bancas, não defraudando nunca os seus leitores.

Sintra, ainda assim, conheceu vários outros jornais, essencialmente desde os meados/finais da centúria de oitocentos, os quais, no entanto, aos poucos, se foram extinguindo e dando lugar a novos órgãos de comunicação.

Parte 3

Todavia, em 1934, o Jornal de Sintra fez como que a síntese de todos eles. Estava concebido já sob critérios modernos para a época, contando com equipamento técnico actualizado e pessoal profissionalmente dotado para o levar a bom porto. A intenção era a de munir o Concelho com um semanário credível, pontual e abrangente, ao nível da sua intervenção temática, por forma a obter êxito, a conseguir ser vendido e a cumprir em pleno a sua missão de comunicar e divulgar.

É óbvio que o jornal acompanhou todas as ‘modas’ em voga, nomeadamente na grafia, na paginação, na composição das imagens que incluía, na selecção dos artigos apresentados, e o mesmo se dizendo nas orientações políticas vigentes, neste âmbito, sobretudo, pensamos, por questões de sobrevivência.

Acontece, porém, que, e apesar de tudo isso, o semanário foi editado sempre, mantendo-se activo ao longo de décadas, e ao ponto de se tornar hoje – e desde há muito, refira-se – uma referência para o Concelho de Sintra, para as suas freguesias, para as suas instituições e para as suas gentes.

Parte 4

Conheceu vários directores ao longo dos seus ilustres 75 anos, impondo-se aqui, uma palavra de justiça e de consideração para o seu fundador e primeiro director – António Medina Júnior – , cuja visão, amor, trabalho e abnegação é de louvar e de distinguir, até porque se viviam, então, tempos difíceis para a imprensa escrita, e, também, para sua filha e segunda directora – Dra. Maria Almira Medina –, a qual seguiu dignamente o trabalho do pai, mantendo o jornal actualizado e o gizando por novos tempos, continuando a franqueá-lo a todos e persistindo em dar-lhe aquele cariz cultural que sempre se lhe conheceu.

O que é certo é que todos, sem excepção, passaram pelas páginas do Jornal de Sintra, muitos, certamente, como alvo ou foco das suas notícias, mas tantos outros, pelas colunas das suas páginas, como autores ou artistas, destacando-se de entre eles escritores, poetas, caricaturistas, políticos, historiadores, desenhadores, arqueólogos, críticos de arte, sociólogos, professores, músicos, escultores, fotógrafos, antropólogos, médicos, etc., enfim, inúmeros Homens e Mulheres da Cultura e do Conhecimento.

Não se pode escrever a História de Sintra, sem se ter em linha de conta este jornal, o seu percurso, a sua evolução positiva, a sua veracidade, a sua presença constante na cobertura dos acontecimentos sócio-culturais e económicos do Concelho e a sua actualidade.

O Jornal de Sintra, independentemente do seu futuro e das orientações actuais que o norteiam, constitui um riquíssimo património concelhio, que urge manter, preservar, engrandecer e, sobretudo, melhorar, até porque vem sendo uma fonte inesgotável, credível e coeva de muita informação histórica.

Que fiquem, pois, aqui, estas palavras, como elogio e como voto para que este jornal siga por este milénio fora, como uma boa referência informativa sintrense, como até agora se tem pautado.

 
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