Feira das Mercês
Esta feira já é muito antiga, anterior ao século XVIII! Esta feira era um acontecimento na região e nos tempos mais concorridos da feira organizava-se duas vezes por ano: na Primavera e no Outono.
Outras informações importantes:

Sabias que...

... o artista Leal da Câmara pintou e desenhou esta feira em muitos dos seus trabalhos?

É verdade! Este artista retratou, nos últimos anos da sua vida, entre 1930 e 1948, os habitantes da zona da Rinchôa e das Mercês. A estas pessoas chamavam-se saloios. Hoje, este termo não é nada agradável, mas naqueles tempos significava gente trabalhadora e honesta. Assim os via o Mestre Leal da Câmara.
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Para os meus pais e professores
lerem comigo
A Feira das Mercês é muita antiga e, atendendo à tradição local, anteror ao século XVIII. É isto mesmo que podemos aferir no texto de Rui Oliveira, publicado no sítio na web da Associação Alagamares:

Parte 1

(...) as primeiras referências documentais à Feira e Romagem da Senhora das Mercês reportam-se apenas à segunda metade do século XVIII. A primeira referência colhemo-la nas «Memórias Paroquiais» de 1758 (referentes a Belas), onde se cita a feira livre de Meleças, realizadas no 3.º e 4.º Domingo de Outubro, sem mencionar, contudo, o orago (o da N.S. das Mercês ou outro). Nas mesmas «Memórias Paroquiais», mas referentes a São Martinho, o Prior Sebastiam Nunes Borges refere, integrada na “Vintena” do Algueirão, o lugar das Mercês (AZEVEDO, 1982).

Parte 2

Um documento régio de 1771 (de 7 de Junho) esclarece que a feira se realizava, então, em: «...um lugar despovoado, e sito entre Meleças e a Ermida das Mercês...». A ermida era bastante exígua e tinha apenas um capelão, o que obrigava a muitos suplicantes ficarem sem missa, pelo que, entre outras razões mais prosaicas, o Rei, D. José I, manda transferir esta Feira e Romagem da Senhora das Mercês para a Vila de Oeiras, então senhorio do Marquês de Pombal (que era também o proprietário dos terrenos e ermida da feira de Meleças). A situação alterou-se em 1780 (17 de Outubro) quando D. Maria I autoriza aos: «... moradores [...] do Sítio da Ermida de N. S.ª das Mercês, [...] a continuar a sua Feira no 3.º e 4.º Domingos de Outubro », situação que ainda se mantém na actualidade (MAGALHÃES,1992).

Ler o texto completo: aqui.

 
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