Casa-Museu de Leal da Câmara

Neste espaço situado na Rinchoa podes conhecer a vida e obra de Leal da Câmara, um artista que foi um Mestre!...
E sabes porque se chama Casa-Museu? É “museu” porque podemos ver as suas obras de arte e objectos, e “casa” porque aí viveu. Desta forma, podes conhecer os trabalhos deste artista mas também visitar alguns dos espaços que foram seus, como a sala de jantar! Conhece mais com os meninos Francisca e Agostinho.

Outras informações importantes:

Sabias que...

... Leal da Câmara brincava ao dizer que vivia no ‘Estado Livre da Rinchoa’, como se fosse um país?
Sabias que

Mapa de localização


Ver localização num mapa maior

Horário


De Terça-Feira a Sexta-Feira das 10H00 às às 18H00
Sábados, Domingos e Feriados das 12H00 às 18H00

Encerra à Segunda-Feira

Entrada gratuita.

Texto de Aquilino Ribeiro sobre a casa de Leal da Câmara


Era uma casa simples de aspecto com um quintalinho ao fundo onde medravam eucaliptos. Transformá-la sem lhe roubar o ar saloio e aquela rudeza singela de linhas, tornando-a ao mesmo tempo arribana de um civilizado, só por sortilégio do artista. Uns azulejos aqui, uns pregos de cabeça com catadura gótica além, umas pinceladas de cal e de azul da Prússia em tais sítios oportunos, transformaram o pátio numa coisa limpa, asseada, ficando o que era, saloio.


Mas passa-se a porta de acesso para o interior, e o poder de transfiguração esplendidamente ressalta em todas as modalidades (...)

De facto, o seu home tornou-se uma residência magnífica, riscada por aquele olho assombrosamente feiticeiro em obséquio a uma alma grande e insatisfeita. Por trás da fachada simples, tão simples que o que dá mais no goto é um coraçãozinho de azulejo, para lá dessa singeleza, simulada como nos contos das fadas, está a Domus edificada para os tempos a vir.

Aquilino Ribeiro, 1981, Leal da Câmara. Vida e Obra, edição dirigida artisticamente por Abel Manta e publicada pelos Serviços Municipais de Turismo da Câmara Municipal Sintra, a partir da edição de 1951, Sintra, p. 98.



Vista geral
Para os meus pais e professores
lerem comigo

Texto retirado do sítio na web da Câmara Municipal de Sintra:

Parte 1

A Casa-Museu de Leal da Câmara situa-se na Calçada da Rinchoa, no n.º 67. É servida por duas estações de comboio (Rio de Mouro e Mercês) e tem, ainda, acesso pelo Algueirão Velho, Fitares e Meleças.

Consiste na única Casa-Museu do Concelho de Sintra e durante muitos anos constituiu o único estabelecimento museológico existente entre Lisboa e Sintra, não se contando aqui com o Palácio Nacional de Queluz.

O Museu encontra-se implantado em local privilegiado - edificado em lugar aprazível, perto da vetusta e concorrida Feira das Mercês, próximo do pinhal de Rio de Mouro, implantado em área residencial clássica e com a Serra de Sintra em toda a sua extensão ao longe.

Parte 2

Tal como o nome indica, a Casa-Museu de Leal da Câmara é composta por dois tipos distintos de compartimentos - os que possuíram uma utilidade doméstica e os que sempre conheceram, desde a sua criação (1945), uma concepção museal propriamente dita. Inserem-se, nos primeiros, a Sala da Lareira, a Sala de Jantar e a Marquise, para além de vários outros espaços da denominada Casa de Habitação (não visitáveis), e, nos segundos, a Sala Grande, o Atelier e a Sala de Exposições Temporárias.

As versões da Sala da Lareira, da Sala de Jantar, da Marquise e, em parte, do Atelier que chegam até nós são as dos últimos anos de vida da doadora, D. Júlia de Azevedo (década de 1960).

Embora não haja certezas quanto aos seus aspectos anteriormente a 1948 - ano da morte do artista - pensamos, contudo, que os mesmos não se terão alterado por completo.

Parte 3

Algo semelhante não se poderá dizer dos restantes espaços, os quais apresentaram, ao longo dos anos, concepções diversas, quer motivadas pelas cada vez mais degradadas estruturas arquitectónicas, quer pelas condições e exigências dos espólios.

Optou-se, assim, por manter as áreas domésticas, tal como o Atelier, o mais fielmente possível à sua concepção primitiva.

Nos demais compartimentos, decidiu-se expor, não só os trabalhos mais divulgados de Leal da Câmara existentes na Casa-Museu, como mostrar ao público outros quase de todo desconhecidos.

Desde 21 de Julho de 2003, as Colecções Saloias da Casa-Museu encontram-se expostas em edifício próprio, mais concretamente nos espaços da antiga Escola Primária de Leal da Câmara localizada a poucos metros do edifício principal do Museu, hoje denominada de Núcleo dos Saloios.

 
Se encontrares algum erro nesta página ou se tiveres mais alguma informação, contacta-nos.
Também podes contribuir com a tua criatividade: envia-nos os teus textos e/ou ilustrações! Vê como aqui.