António Medina Júnior
António Medina Júnior foi fundador e director do Jornal de Sintra. Nasceu na Nazaré, mas depressa se apaixonou por Sintra quando para aqui veio viver e prova disso é a dedicação que demonstrou na sua vida de jornalista, divulgando sempre notícias da região.
Outras informações importantes:

Sabias que...

... o Jornal de Sintra já existe desde 1934?

É verdade! O primeiro número saiu em 7 de Janeiro desse ano! Em 2010 o jornal fundado por António Medina Júnior fez a bonita idade de 75 anos.
Sabias que
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Para os meus pais e professores
lerem comigo
António Medina Júnior (1898-1983)

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Fonte: texto biográfico inserido na Exposição comemorativa dos 75 Anos do Jornal de Sintra, 2010, Vila Alda (Sintra)

Parte 1

António Medina Júnior nasceu a 21 de Abril de 1898, em Tavarede, concelho da Figueira da Foz.

Desde muito cedo se interessou por todas as temáticas da Solidariedade e da Cultura, tendo participado no grupo de teatro da sua terra e sido, inclusivamente, voluntário da Cruz Vermelha Portuguesa, aquando da I Grande Guerra.

Nos anos 20 do século passado, mais concretamente em 1926, muda-se para Sintra com a família, na sequência do convite que recebe para gerir o jornal Sintra Regional. A este semanário se dedicou durante anos, até que problemas entre sócios, quer do jornal, quer da tipografia, lhe iam ditando o fim da profissão que abraçara e que tanto amava, causando-lhe uma indisfarçável amargura e um avassalador desgosto.

Parte 2

António Medina Júnior fora o gestor, o redactor e o principal repórter, assinando praticamente todas as colunas e todos os artigos sob vários pseudónimos. No entanto, tanto labor e tanto empenho nunca obiveram o reconhecimento devido por parte dos restantes pares, até que o Sintra Regional se extinguiu e, com ele, a tipografia anexa.

Com o apoio da mulher, Emília Pedrosa – sua grande colaboradora e incansável amiga – projecta um novo jornal e uma nova pequena tipografia, realizando um sonho acalentado há muito, dando origem, assim, ao seu querido Jornal de Sintra.

Seguiram-se, depois, décadas de trabalho árduo, sem horas, sem férias e sem tréguas, mas uma certeza e um sonho norteavam Medina Júnior – ser um bom jornalista a tempo inteiro e prestar um útil e eficaz trabalho à população de Sintra.

No dia 7 de Janeiro de 1934 é editado o número 1 do Jornal de Sintra, volvendo-se António Medina Júnior no seu primeiro director e principal redactor, tendo permanecido na direcção deste jornal até à sua morte.

Parte 3

Quis, desde o início, que o seu jornal fosse um órgão informativo sério, imparcial e independente, a fim de bem cumprir a nobre missão de esclarecer os munícipes de Sintra, contribuindo, desse modo, para a formação e para o engrandecimento pessoal dos mesmos.

Concebeu o jornal sob critérios modernos e esteticamente atraentes,

a fim de o semanário se transformar num elemento informativo acessível a todos, quer economicamente, quer a nível da sua leitura e facilidade de fruição.

É por isso que o disponibiliza a todos e a qualquer temática, na intenção de todos os públicos serem o seu público-alvo e de o jornal passar a ser um marco informativo e divulgativo sintrense.

Parte 4

O trabalho que António Medina Júnior e o seu jornal prestaram ao Concelho de Sintra e às suas gentes não pode, pois, ser medido ou quantificado, dada a sua desmesurada grandeza.

Tal dedicação mereceu-lhe a atribuição, em 1969, da Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro, e, em 2008, igual distinção foi conferida ao próprio jornal, como reconhecimento pelos relevantes trabalhos prestados ao Município.

Faleceu em Sintra, terra que tanto amou, embora não sendo sua por nascimento, no dia 22 de Outubro de 1983, com 85 anos de idade

e na vigência do seu cargo de director do Jornal de Sintra, retomando sua filha Maria Almira as rédeas do semanário, no dia seguinte ao seu falecimento, a fim de escrever o editorial da sua morte.

O seu trabalho e a sua acção meritórias e exemplares, deverão ficar, portanto, registados para sempre, na intenção de que a memória deste verdadeiro ‘homem-bom’ de Sintra jamais seja esquecida e permaneça sempre entre nós.

 

 
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