Al-Bacr
Quando os árabes viviam na Península Ibérica, existiu um geógrafo muito conhecido chamado Al-Bacr.  Os geógrafos são cientistas que estudam a geografia e Al-Bacr, encanta-se por Sintra e escreve sobre ela! Isto, imagina, no século X!
Outras informações importantes:

Sabias que...

... a primeira descrição da localidade de Sintra, foi escrita por este geógrafo, no século X?

E deixou-nos uma frase muito interessante: Sintra está "permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa". Já alguma vez viste o nevoeiro sobre a Serra de Sintra? Acontece muitas vezes, ainda hoje e passados tantos séculos depois de Al-Bacr.
Sabias que
Al-Bacr
Para os meus pais e professores
lerem comigo

Sabe-se que Al-Bacr era um geógrafo, necessitando então de viajar para melhor desenvolver o seu ofício, tentando perceber a disposição dos lugares que visitava. Foi assim que descobriu Sintra e registou os seus encantos, no que serão as primeiras palavras escritas sobre a localidade a chegarem até nós.

Texto de Al-Bacr


(Sintra) é uma das vilas que dependem de Lisboa no Andaluz, nas proximidades do mar. Está permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa. O seu clima é são e os habitantes vivem longo tempo. Tem dois castelos que são de extrema solidez. A vila está a cerca de uma milha do mar. Há aí um curso de água que se lança no mar e serve para a rega das hortas [...]. A região de Sintra é uma das regiões onde as maçãs são mais abundantes. Esses frutos atingem uma tal espessura que alguns chegam a ter quatro palmos de circunferência. Acontece o mesmo com as peras. Na Serra de Sintra crescem violetas selvagens. Da costa vizinha extrai-se âmbar excelente.


Al-Bacr (século X)

Acerca do texto

Neste texto, como bem refere o Professor Dr. Vitor Serrão*, existe a curiosidade de se referirem "dois castelos". Ora, certamente sendo um o hoje designado por Castelo dos Mouros, o outro seria os Paços dos Wális muçulmanos (onde hoje encontramos o Palácio Nacional de Sintra). Outra interessante passagem do texto é o facto de referir que Sintra está "permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa", aspecto tão apreciado pelos viajantes que desta terra se enamoram e, também, pelo ideário romântico, tantas vezes assim representada em pinturas.
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* in Sintra, Lisboa, Editorial Presença, 1989.


 
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